terça-feira, 17 de novembro de 2009


A Lágrima de um Poeta
Sinto o cheiro de morteSussurrando ao meu ladoUma vadia serve o copoAbsinto sobre a mesa
Úmida taberna Do outro lado, intelectuaisPutrefatos e enfadonhosCelebram a morteNos braços de rameiras
Cai uma lágrimaLamento e tormento Sou o mais infeliz dos
poetasOh! Por que escolhestes tamanho glutão?
Um punhal cravou em minhas costasO que me sobra nesta noite? Se não a lágrima caída num copo de absinto
Final do século XIX

Nenhum comentário:

Postar um comentário